terça-feira, 27 de março de 2012

1ª Etapa Zona Sul de Ciclismo - Prova de Estrada

Mais de cem atletas
Na primeira prova de estrada que participei na 1ª etapa do Citadino de Speed, corri muito mal, quebrei com poucos quilômetros e pinguei do pelotão, e em prova de estrada, perder o pelotão é quase o final da prova, já que este vai revezando os atletas da frente, garantindo vácuo constante para os demais e dando um ritmo forte ao pelotão, ir sozinho é muito difícil.
Meu objetivo era no mínimo me manter no pelotão e conseguir um lugar no pódium, somando com meu 1º lugar no Contra Relógio.
A prova seria desta forma, categoria estreante e feminino - 1 volta. Master 2, Master 1, Master MTB, Elite MTB - 2 voltas. Master A, Sub 30, Elite Speed - 3 voltas. Largada em frente ao Hotel Atlântico, contornando Avenida Rio Grande, indo pela RS 734 até o Trevo, e retorna. Ou seja para minha categoria ELITE MTB seria em torno de 48km. A largada foi separada e controlada, indo no primeiro pelotão as categorias que dariam 3 voltas, e no segundo pelotão as demais. Início forte, em torno de 40km/h, caindo até 33km/h. Pelotão tenso, com vários ataques principalmente nas subidas do Parque São Pedro, e do Trevo, muitos toques, mal pude beber água, qualquer descuido poderia dar em acidente, e mesmo assim todo cuidado era pouco, até bati num cone que dividia a via, sorte que este atravessou esta e não foi para dentro do pelotão.


Perto do Country Club, eu que estava na lateral, acabei sendo empurrado para fora, perdendo o vácuo, não consegui entrar, então dei um ataque curto para o pelotão abrir um pouco, sabendo que cada ataque um ciclista do pelotão afogava e alguns pingavam, voltei para o mesmo.

Na altura do bairro Bolaxa, num toque de roda, dois atletas caíram no meio do pelotão, sorte que deu tempo deste se abrir, e sorte que eu estava na lateral, consegui puxar para fora, mas se viesse um carro..... Esta seria a primeira volta, quando chegamos perto da linha de chegada o ritmo aumentou, e nós do MTB abrimos para os Estreantes, concluírem sua prova. Feito o retorno, acabei perdendo o pelotão, até porque cheguei junto no sprint dos Estreantes, dei uma afogada, mas logo me recompus e cacei o pelotão de novo.
Pingado do pelotão
Caçando o pelotão
Agora era nossa última volta, o ritmo aumentou, ao mesmo tempo que todo mundo queria se poupar para a finaleira, faltando uns 2,5km o Breno Araújo deu um ataque, pelotão conseguiu controlar, faltando 1km começou a abrir, ninguém queria ficar preso alí no meio.
Momento do Sprint
Sabendo que minha bike leva um pouco mais de tempo para pegar velocidade pelo tamanho da roda, mas depois mantêm, ataquei faltando uns 500 metros, acompanhado pelo Marcos Lumbras, e outro ciclista por outro lado, eu e Marcos nos mantivemos na frente brigando pela posição, em seguida passa o Emerson Domingos sprintando forte, comecei a acompanhá-lo, quando encostei, num piscar de olhos vi uma ambulância que estava alí para atender outro acidente provocado por um cavalete usado para interromper o trânsito, que foi deixado atravessado enquanto o Pelotão de frente vinha em alta velocidade, resultado foi um acidente feio, deixando vários ciclistas na via, que foram removidos com a ajuda do meu pai, sabendo que nosso pelotão estava vindo para concluir a prova. Pois bem, a ambulância que foi para atender este acidente, estaciona na via que vínhamos, como se não bastasse a moça abre a porta, fazendo com que o Patrulheiro da Rodoviária desviasse, e o Emerson batesse a 59km/h na traseira sendo arremessado para fora da pista, eu tendo que desviar para não bater no Patrulheiro que balançou após a batida. Quando desviei, acabei me dando de encontro com o Marcos jogando ele para o lado, que mesmo assim conseguiu seguir, em seguida passam outros ciclistas que conseguiram desviar, e eu vendo que não conseguiria acompanhar e ainda assustado só deixei a bike ir rodando até a linha de chegada.
Infrações a todo momento
 Retornei rápido para ver o estado do Emerson, todos com os ânimos exaltados pela tensão da prova e os acidentes, inclusive e principalmente eu, muito bate boca, alguns achando que toda aquela série de irresponsabilidades dos "responsáveis" por garantir a segurança pública, e falta de conhecimento de como funciona uma prova de ciclismo, era completamente normal e "coisa do esporte". Me recuso a achar que isso é coisa do ciclismo, infraestrutura é uma questão básica de segurança. Sugiro para as próximas provas, reunírem todos envolvidos, motoristas de ambulâncias, patrulheiros, escolta de apoio etc para explicar como funciona uma competição e seus riscos. Ninguém tá alí para por a vida em risco, e como alguns me disseram quando eu falava que era um absurdo tudo que acontecia, "não quer correr risco faz spinning", sim, eu faço spinning, treino resistência ao ácido lático com spinning também, o que me garantiu 1º lugar na prova de contra relógio, na Elite MTB. Aos que também citaram a falta responsabilidade em não termos visto e desviado a ambulância e o patrulheiro, informo que sprint de verdade é quase em apnéia, e em alguns momentos vamos de cabeça baixa, beirando os 60km/h fica meio difícil ter alguma reação... Pois bem, o pior foi a tentativa de agressão de um senhor da mesma "equipe" que eu, enquanto eu exigia respeito e segurança a todos nós ciclistas. Aí fica difícil....
Graças a minha pontuação no Contra Relógio, consegui o 2º lugar, realmente foi muito bom, senão fosse o acidente, havia muita possibilidade de um 1º lugar. Mas o que importa de verdade, é que todos estão bem, algumas escoriações, um atleta com uma lesão na clavícula, uma bike de fibra de carbono quebrada, mas todos sãos e salvos. Parabéns a todos atletas que pedalaram forte e ao sr. Anderson Rodrigues pelo comprometimento na organização e pelo comportamento diante de toda situação.

1ª Etapa do Zona Sul de Ciclismo - Prova de Contra Relógio

Abertura do Zona Sul de Speed contou com duas etapas para pontuação, no primeiro dia (24/03) tivemos a prova de Contra Relógio, e no segundo dia (25/03) a prova de Estrada.

William Voigt, o primeiro a largar
A prova de Contra Relógio ou Time Trial, consiste como o nome já diz, numa corrida contra o relógio, sozinho. Foi realizada na Nova Atlântica, a nova via asfaltada que liga o Cassino ao Tecon 6,4km somando ida e volta. Parece fácil né? Pois bem, nesta distância não há recuperação como em nossas provas de mais de 50km, ou seja, o atleta pedala o tempo inteiro no limite e com a perna queimando sem nem cuidar a respiração. A largada também muda, de uma prova tradicional, no contra relógio os atletas são largados clipados, ou seja, já com os dois pés presos no pedal, enquanto alguém o segura encima da bike. Cada atleta larga de 1 em 1 minuto, autorizado pelo fiscal.
Bom, nunca participei de um Contra Relógio, mas já tem um bom tempo que tenho tiros de 2, 5 e 10km em meus treinos, e mais os treinos na musculação e spinning, já que o Contra Relógio envolve muita força e potência. Fizemos dois dias seguidos de treinos no local, em companhia do Mário Menger, Walter Frenzel e Arthur Hallal, meus tempos no primeiro dia foram os piores, e conversando com meu preparador notamos que enquanto os outros chegavam tontos, eu chegava bem, ou seja, faltava me doar um pouco mais.
Carisma da campeã Aline Costa

Consegui emprestado com Waldemir Marques um par de pneus GTK 700 X 23 MAEL STROM KEVLAR, o mesmo tipo de pneu que calça as bikes speed. No segundo dia de treino, fui pra resolver meu tempo ridículo, dito e feito, mesmo largando desclipado, com vento forte e chuva, fiz 10'52".
Chegando do treino dos 10'52"

Minha largada estava prevista para as 15:07, acordei cedo, lavei a bike, e aí entrou meu amadorismo, fui regular a transmissão, era um detalhezinho, pois bem, fui ver a largado do nosso amigo Walter as 13:32, acabei fazendo o trabalho de segurar a bike dos atletas, reparei que largavam muito pesados, demorava até pegar velocidade, voltando pra casa, fui ensaiar que marcha eu largaria. Minha regulagem esculhambou a relação, e cada vez que eu subia nos pedais e forçava, a corrente estalava a ponto de escapar da coroa, cheguei em casa correndo, tentei arrumar, não consegui. Não tinha mais tempo e fui assim mesmo, comecei a aquecer, e pensei na minha estratégia, esta que é definitiva numa prova de contra relógio. Se eu largasse com a transmissão pesada, ela iria "saltar", então largava "leve" e ía pesando conforme ganhava velocidade, perderia alguns segundos mas era o jeito.
Aguardando o timer

Fui chamado no som para alinhar, aqueci mais um pouco, e alinhei. Resultado de largar leve foi a bike sair levantando a roda dianteira, fui girando rápido e quando comecei a trocar a marcha e fazer força, ela estalou, agora tinha que compensar. Fui tão rápido a ponto de ultrapassar o atleta que largou 1min na minha frente antes até do retorno. Fui apoiado nas "canelas" (garfo da bike), para ganhar aerodinâmica, no retorno, mais um pouco de estalo, e mais outra compensação, a perna queimava com o giro forte, então eu pesava mais um pouco a relação, aliviava eu aumentava o ritmo, queimava eu reduzia marcha aumentava o giro e assim fui indo. Na ida com o vento lateralizado um pouco a favor, procurava manter 40km/h, pouquinho mais, pouquinho menos, na volta com o vento contra, mantive 30km/h. Na penúltima curva para a chegada, aumentei o ritmo, aí sim a dor era tanta que chegava a adormecer a perna e não parei, nos metros finais, mais força ainda e passei beirando os 40km/h na linha. Sabia que tinha feito um tempo melhor que nos treinos, porque dei o melhor.
Sprint da chegada
Tivemos alguns erros nos tempos, meu ciclocomputador não tem cronômetro, então não fazia a menor idéia do tempo, meu pai que não marcou exatamente quando larguei, anotou 10'37". A organização calculou um tempo bem acima disso, e eu quebrava a cabeça para saber o que poderia ter dado errado, e enfim chegamos a uma conclusão, eu fiz a ultrapassagem, ou seja meu tempo de chegada foi marcado para o atleta que saiu na minha frente, e o tempo dele foi marcado para mim.
Erro identificado, meu tempo oficial foi 10'49", garantindo 1º lugar no Contra Relógio na categoria Elite MTB.
Dor, dor e dor, em meio a satisfação

Ricardo Costa (Nobre Bicicletas) levou minha bike para ajustar para a prova de estrada do dia seguinte.

quarta-feira, 21 de março de 2012

2ª Etapa Zona Sul MTB Maratona -18/03

Pelotão de frente
Ainda não competi todo o campeonato Zona Sul, mas até então um dos meus percursos favoritos é o Boqueirão. Um lugar bonito, variado, tem um bom nível técnico e é onde mais gostei do meu desempenho, mesmo que os 57km encarando subidas, algo que não temos aqui em Rio Grande, seja considerado bem desgastante entre os ciclistas da região. Tirei 6º lugar, realmente tem bastante gente melhor que eu, mas cada dia que passa sinto que estou melhorando e no tempo certo, e nesta corrida pude por em prática os treinos que vinha fazendo, e prefiro mil vezes fazer força pra escalar do que ir contra o vento.
Bikes bem transportadas, graças ao Mário Menger - Infoplanet Cassino

Bem, vamos aos detalhes, consegui aquecer bem, e entrei um pouco atrasado na largada, atrasado porque eles separam os pelotões e eu teria que ir no pelotão de frente, uma briga me enfiar com a bike no aperto, e quando achei um espacinho, olhei na volta, minha Specialized parecia uma barra forte no meio de todas aquelas bikes tops, até tinha umas simplesinhas mas não era muito fácil de achar. Além do nível dos atletas, percebia-se que a corrida seria boa. Dada a largada controlada, não me afobei, até tentei ficar atrás do Derlain Lemos, meu amigão, experiente não iria se matar no início como eu já fiz algumas vezes. Mas nem consegui, tinham muitos ciclistas e a descida inicial no asfalto, mesmo controlada é forte e tem que estar toda hora beliscando os freios. A controlada terminou após passarmos por uma ponte estreita e entrarmos numa subida longa, aí foi lindo de ver os caras de ponta escalando forte, escapando do resto pelotão. Então ficamos, eu, Derlain, Breno e Pablo, todos da Nobre, trabalhando juntos. Eu e o Breno começamos a andar com facilidade nas subidas e escapamos, nos juntando a outros dois ciclistas de equipes diferentes, um categoria Elite e outro da nossa, Junior.

Largada controlada
Quando se está clipado no mountain bike, ou seja, com a sapatilha presa ao pedal, é fundamental estar atento, principalmente nas subidas de terreno solto, se a bike derrapa muito, vem o desequilíbrio, se não desclipa rápido, cai. Atento a isso, eu que gosto de usar os clips bem apertados, afrouxei para esta prova. Pois bem, um ciclista bobeou, derrapou, não conseguiu desclipar e caiu encima de outro que também estava na nossa frente. Eu e Breno desclipamos rápido e tivemos de escalar a pé, por isso as sapatilhas de mountain bike tem travas bem grandes.

Me sentia muito bem nas subidas, era difícil, mas os treinos de força na musculação e os treinos aeróbicos láticos faziam diferença, tanto na escalada, quando na recuperação, e pra descer todo santo ajuda, e aí entrou a bike. Pedalo numa bike "29er", rodas de 29 polegadas, embalam muito bem e engolem os buracos, mesmo assim pra poupar, eu saltava alguns. Como da primeira vez que eu corri, tomei uma queda, fui bem cuidadoso, ainda mais que a bike pegava velocidade muito fácil, passava os 60km/h em terreno acidentado, e finalmente meus pneus Specialized Fast Trak 2.0 mostraram seu valor, mantinham a bike agarrada e segura. Uma coisa que me dava medo era o número de ciclistas sentados na beira do caminho trocando pneu, se o meu furasse eu levaria um século para trocar. Mas nada foi pior do que numa das descidas, eu e outro ciclista que vinha comigo avistarmos alguns ciclistas sinalizando no meio do caminho, seguramos forte numa descida que vinha de uma série de outras descidas com curvas e pedras, quando passamos por eles, ouvimos gritos de dor, um ciclista se perdeu na curva e caiu ladeira abaixo no mato, fraturou o punho. Infelizmente acidentes no ciclismo são comuns e mesmo que não seja um conhecido, é horrível ver um companheiro do pedal se acidentar. Como este já estava sendo atendido, seguimos caminho, logo adiante encontramos um fiscal de moto e o avisamos do ocorrido.

A modalidade da prova era MTB Maratona, porém tinha uma trilha estilo Cross Country, que entrei todo desconfiado, pois era bem escondida e fechada num túnel de árvores, no meio do mato. Nunca tinha encarado este tipo de terreno, e não fazia a menor idéia de como a bike se sairía, e aí veio a surpresa, subida íngreme com pedras e galhos e bem acidentada, onde mal cabía a bike, não havia margem para erros pois se eu caísse desceria rolando no mato, se eu desclipasse sofreria muito para subir a pé, isso se conseguisse, nesta dúvida, aparece um mini barranco bem no meio e logo em seguida uma pedra enorme enterrada, mordi o beiço atravessei pelo barranco que fazia com que o pneu tivesse contato somente lateral e passei por cima da pedra, que maravilha, a geometria da bike foi feita para isso e as rodas 29 mais uma vez me deram tranquilidade, e eu me saí bem.
Por volta dos 30km, meu ritmo sempre caí, dessa vez não, estava bem confortável na prova, como eu já disse o local é bem bonito, subidas não me incomodam tanto e é tão bom provar da adrenalina que as descidas kamikazes dão.

A paisagem era sensacional em todos os pontos
Estava ansioso pela hidratação, minha água mesmo numa caramanhola térmica e o repositor hidroeletrolítico estavam quentes, e logo em seguida avistei o ponto de hidratação, geralmente eu passo sem baixar o ritmo, pego um copinho e me viro com ele, mas vi que alguns ciclistas tinham parado, e não eram da minha categoria, quando a moça me estendeu a água, desclipei, peguei o copo coloquei no bolso da camisa, ela me ofereceu mais um, pra camisa de novo e pedi outro, agradeci e me fui. Não estava gelada, mas bem melhor que a minha, mordi, tomei e joguei no corpo. Que sensação, parece um dopping, e da-lhe pedal.
Muita poeira

Faltando em torno de uns 5km para o término da prova, avistei 3 ciclistas da mesma equipe uns 300 metros a frente, quando me viram, não aumentaram o ritmo, portanto entendi que não eram da minha categoria, mas não tinha como ter certeza porque a placa da numeração que leva a cor da categoria fica na frente da bike. Estava num ritmo forte e rapidinho cheguei até eles, ultrapassei conferindo, dois deles eram sub 30, e o outro, Junior. Aumentei mais o ritmo, e aproveitei uma descida longa pra escapar forte, na reta final da chegada ainda dei uma olhada, nem sinal deles, beleza!!!
Disputa acirrada na minha categoria

Tirei 6º lugar, apesar de ter ido muito bem avaliando e comparando comigo mesmo, me surpreendi. Infelizmente nao consegui uma colocação melhor, até porque meu desempenho é independente dos demais, e estes são fortes mesmo. Mas fiquei feliz, terminei bem, sem muitas dores, sem muita ofegância, e o mais importante, percebi uma melhora no meu desempenho com os novos treinos, conversando tanto com meu preparador quanto ciclistas de ponta, até um ano o foco principal é a melhora no desempenho e a atenção na formação de um bom lastro, não em colocações, o melhor está por vir, hehehehe. Além disso, tudo é muito relativo, por exemplo, se eu estivesse na Sub 30, categoria que eu disputo no Campeonato Citadino e que no Zona Sul não tenho a idade mínima para ela, em vista dos competidores que cheguei na frente, teria concluído numa colocação melhor do que na Junior (nesta prova).
Isso aí sim é fora de série

O bacana destas provas é o sentimento de superação e companheirismo entre os atletas e tudo isso em meio a todo aquele ambiente de competição. Nas ultrapassagens há sempre o cumprimento e as palavras de motivação, isto é sensacional, mas é para poucos. Muita gente de fora critica o esporte de alto rendimento encarado de forma competitiva, mas destes, ninguém se presta a treinar forte, abrir mão de muita coisa, mudar o estilo de vida para conseguir estar alí, no meio da poeira, sol forte, sentindo dores pelo corpo, e mesmo assim conseguir sorrir, cumprimentar teu adversário e morder o beiço para superar seus próprios limites.

Gurizada forte

Maiores informações e mais fotos: http://www.ulcmtb.com.br

sábado, 17 de março de 2012

Zona Sul amanhã!!!!!

Amanhã, dia 18/03 às 9hs teremos a 2ª etapa do Campeonato Zona Sul Maratona, na cidade de São Lourenço do Sul, no Boqueirão. Para quem está acompanhando o blog, minha primeira corrida foi neste mesmo lugar, em dezembro do ano passado. Eu estava na iniciante e fiz 32km, tirei 3º lugar. Amanhã disputarei na categoria Junior (nasc. 89-95) uma das categorias que faz a maior quilometragem da prova, 57km. Por um breve momento achei que seria uma categoria mais trânquila do que a Sub 30 que disputo no Citadino de Rio Grande, mas não passa nem perto de trânquila pelos competidores que disputaram a 1ª etapa, que não fui, portanto já começo com pontuação baixa. Na verdade não teria condições de bancar ($$) este campeonato, mas por incentivo e apoio de algumas pessoas, vou encarar se possível todo o campeonato, já que o Citadino Rio Grande terá só mais uma etapa, iria ficar o ano inteiro só treinando, aí não rola.
Como este blog tem intuito de incentivar as pessoas a pedalarem ou praticarem qualquer outro esporte para melhora de saúde ou simplesmente pela questão do deslocamento barato que uma bicicleta possibilita, e mais a preservação do meio ambiente. O destaque vai para meu novo apoiador: Infoplanet Cassino, localizada na Avenida Rio Grande 187, loja 06, 3236-7990. Valorizem as empresas que tem compromisso social e ambiental!!!


Voltamos a prova, Boqueirão é cheio de subidas, claro que tem descidas, mas lembro-me de dezembro eu me matando numa subida a 8km/h e numa delas tendo que descer da bike, que derrapava sem andar 1 metro a frente, ou acima.... E depois descendo a mais de 50km/h, e isso que na época nao usava pedal de clip, se tentasse pedalar nessa velocidade e naquela buraqueira o pé escapava e eu ficava por lá, ou seja, as descidas acabam rapidinho, já as subidas, meu Deus..... O terreno é acidentado, não é um Cross Country da vida, mas não da pra dar mole, é cascalho e pedra, o tombo é feio e eu já caí lá, numa curva fechada que nao consegui vencer pela velocidade, terreno e falta de experiência. O povo é extremamente receptivo, as pessoas me ofereciam água no percurso e batiam palma, crianças vibravam olhando, bem legal e motivante.



Mapa do percurso


Mapa do ano passado, o percurso mudou, mas na legenda da pra ter uma idéia das "subidinhas"

O Campeonato Zona Sul tem uma etapa em cada cidade da região Sul do estado, e é promovido pela ULC, União Lourenciana de Ciclistas que dá show na organização de todas provas, saiba mais: http://www.ulcmtb.com.br/
Amanhã começamos a arrumar as bikes para a viagem as 5:40 da manhã, que Deus nos proteja!

segunda-feira, 12 de março de 2012

3ª Etapa do Citadino de MTB

Boa tarde pessoal, cada prova de ciclismo que nós temos, é uma novidade, por mais que o percurso seja conhecido. E sempre a prova parece mais difícil do que as anteriores principalmente pra mim que comecei a pouco. Não dá pra dizer que treinei no percurso porque quando fomos no local, não sabíamos exatamente por onde passaríamos, mas deu pra ver que a grande dificuldade seria além do calor infernal, as famosas "costeletas" e a areia solta (muito solta). Pois bem, acordei ontem bem cedo, pra tomar aquele café reforçado como de costume, peguei a mochila com todos equipamentos e a bike e fui até o Mário, que levaria nossas bikes e nós para a Vila da Quinta, local da prova. Clima descontraído, bikes arrumadas, nos fomos.

Estava muito, mas muito quente, no aquecimento já fiquei encharcado de suor. Alinhamos para a largada e fomos informados do percurso, largada controlada como de costume, e a areia estava mais solta do que de costume.

Liberada a controlada, já arranquei na frente, foi fácil manter o ritmo até o Jonathan Barbieri dar o primeiro ataque, fiquei no pelotão, até este ir se desintegrando aos poucos e eu dar uma segurada, afinal 3 categorias dentre elas a minha (Sub 30) fazem uma quilometragem maior. Fomos indo por um caminho que eu até então conhecia, até entramos numa trilha, e a areia estava mais solta do que de costume, até o ponto de eu pedalar e não sair do lugar, meus pneus tem um desempenho ridículo na areia, se é que poderia ter algum desempenho naquela areia, resultado, caí clipado.... Levantei rápido, e voltei ao spinning, sim, porque pedalava, pedalava e não saía do lugar.

Calor e trecho horrível, o pelotão começa a pingar
Emerson Domingos 1º na Sub 30 e 1º lugar geral, destaque!
Eu e o Ricardo Costa estávamos juntos, e é muito bom pedalar com alguém, motiva a manter um ritmo mais forte, e esse cara é motivado pra caramba, mativemos um passo bom, porém com uns 33km não consegui mais manter, e isso irrita muito. A justificativa é a falta de lastro, comecei no ciclismo no final do ano passado, antes disso eu era sedentário, apesar do meu biotipo ajudar muito, tenho muito mais ainda pra evoluir, e isso vem com tempo.
Passei pela linha de chegada (38 km), mas ainda não tinha terminado, como se não bastasse agora começava o sofrimento, a maioria terminava alí, minha categoria seguia. O pessoal aplaudiu, mais uma água gelada, e eu lembrando das aulas de fisiologia, "reposição de hidroeletrolítico", mas com todo aquele sol, e a temperatura infernal, o Gatorade tava quente, horrível, mas tinha que tomar. Neste trecho pegávamos asfalto e vento, mais vento ainda, íamos até quase aquela obra de duplicação sobre os trilhos a caminho de Rio Grande e atravessámos os trilhos e voltávos, por um caminho de pedra e areia solta, bem, errei o caminho, dobrei antes de atravessar os trilhos, não tinha caminho nenhum e me arrependi de deixar os pedais de clip tão apertados, caí de novo e fiquei. Não consegui levantar pela forma que fiquei nos trilhos, e com os pés presos ainda por cima, quando pensei em soltar os pés das sapatilhas, um fiscal veio correndo me ajudar, desclipou meus dois pés e consegui levantar, agradeci e segui caminho, em seguida passou um trem por mim, e pensei se eu tivesse ficado preso, não tivesse fiscal, e eu tivesse batido a cabeça, já era... Entrando novamente na Quinta, mais areião, mais spinning pedalando sem sair do lugar. Num trecho desclipei e fui caminhando, e fui observando a roda dianteira, incrível enterrava até o aro. Passei por um pessoal que estava assistindo e um rapaz gritou "não desiste", imaginei que aspecto de quebrado eu tinha, azar. Até tinha pensado em desistir, mas eu terminaria nem que tivesse que caminhar o resto da prova.

Pórtico de chegada, faltava só mais uma volta daquelas, mais um copinho de água gelada, e foi rapidinho num gole e esvaziei o pouquinho que tinha ainda na caramanhola com água quente no corpo.... Quando passei por um fiscal, joguei minha caramanhola, pra pegar ela de volta com água fresca, fiz a volta nos trilhos de novo, segui pela trilha até o fiscal novamente, e vi outro competidor da minha categoria vindo, até ele fazer a volta, calculei 1km, tinha que aumentar o ritmo porque se desse algum problema, tipo um pneu furado, faltando pouco terminaria correndo empurrando a bike. Quando cheguei na Quinta, desclipei no areião, olhei pra trás e nem sinal, respirei fundo, subi na bike. Quando vi o pórtico de chegada, que alívio, quase 60km concluídos... 3º lugar!!!! Agora 2º lugar no ranking geral do Citadino, categoria Sub 30. Fiquei mais feliz ainda, pela colocação dos amigos que foram bem também! Até a próxima etapa!!!

E o belo troféu

segunda-feira, 5 de março de 2012

XIX Supermaratona de Rio Grande

Não não, não corri os 50km, na verdade não espero correr algum dia uma supermaratona, até por que uma corrida tem que ter um ideal, para muitos simplesmente completar já é uma vitória, mas espera-se que esta pessoa ao menos corra, simplesmente completar ela metade correndo e metade caminhando pra mim fica meio sem sentido, temos diversas meias maratonas e maratonas no país, por que correr uma super pra completar num tempo quase que excedente? Exatamente por isso que não tenho em mente fazer uma prova dessas. Sou competitivo e não renderia numa prova dessas, logo vou em provas menores. Enfim, essa é minha opinião e deixo meus parabéns para os atletas que concluíram, em especial à Equipe Cruzeiro que mostrou o profissionalismo no esporte e ao P. Silva batendo seu próprio recorde, concluiu os 50km em 2h53m.

Vamos falar das rústicas 5 e 10km, que felicidade em ver os amigos e alunos da academia participando de mais uma prova, é muito gratificante. E um agradecimento especial para a Luciara, que me encontrou no meio do caminho quase desistindo de ir, já que eu tinha ouvido a largada da supermaratona e pensei que fosse largada geral, já que eu não sabia o horário das rústicas e levantei atrasado por ter dormido tarde essa noite, ainda bem que ela me encontrou e me deu carona.


Esta foi minha estréia nos 10km, quando iniciei nas corridas achava 10km muito desgastante, na verdade até os 5km já me desgastavam, então pra mim foi bem legal fazer esta prova. Mas minha meta não era completar, era correr forte mesmo, por isso queria focar na Aline Costa, ela corre forte e tem um tempo muito bom, uma atleta que eu conheço e também admiro. Exagerando um pouco queria ver se eu chegava perto do Marlos Domingues, outro triatleta, nem sei o tempo dele, mas era outro que eu conhecia então era outro foco, chegar nem que seja com ele na vista.

Me coloquei bem na frente na largada, porque eu sempre fico lá atrás, tendo que desviar dos outros e isso me desconcentra, iniciei forte e fui deixando cair o ritmo de leve, rapidinho o Marlos passou por mim, e foi aos poucos se afastando, e eu administrando minha passada, por volta de uns 3km quem passou por mim foi a Daniela Lourenço, outra atleta fortíssima, que sempre chegar na frente no feminino e dessa vez não seria diferente. Me mantive a no máximo 3 passos dela, as vezes do lado, mas me poupando porque queria guardar o melhor para o final, quando fizemos a volta na hidratação, nos 5km, aí sim passei por ela e aumentei a passada, eu via o Marlos bem distante e achava bem difícil diminuir a distância entre nós, mesmo assim fui tentando manter um ritmo mais forte. Na praia passei pela Vera Nolasco e o “João” que estavam assistindo, recebi o incentivo “Vai Rhudi” e o João “Eu te disse que não ia deixar tu me ganhar”. Nos 7,5km ultrapassei mais outro competidor, e vi que a distância entre eu e o Marlos era menor. No riacho, por volta de 9km, ultrapassei outros dois competidores, os últimos antes dele. E agora estava bem perto, tive que aumentar mais a passada e bem mais o ritmo para alcançá-lo na entrada da praia, passando pelo Sesc estava a dois passos dele, diminui um pouco o ritmo, faltando pouco, uns 200, 300 metros, ultrapassei-o.



Superei minhas expectativas, nem deu pra dizer que treinei para essa prova, porque no fundo nem esperava ir bem, mas graças a Deus, fui melhor do que eu esperava.

Tempo oficial: 43’29”
Distância: 10200 metros
Colocação: 9º